Seleção e cuidados com os animais terapeutas:


Antes de selecionar um animal para trabalhar em TAA (terapia assistida por animais), os filhotes deverão passar por um teste de temperamento. Este teste tem como pré-requisito o filhote ter no mínimo 49 dias de vida, pois é quando o cão está neurologicamente completo e com cérebro de adulto. A cada novo dia as reações estarão mais impregnadas pelo aprendizado anterior. Teste um filhote por vez, em boas condições. Ele deve estar ativo e com boa saúde. Não faça o teste logo depois de ele comer, nem no dia da vacinação e nem no dia seguinte.

Aplicação: procure não intimidar o filhote. Evite inclinar-se sobre ele, gesticular ou avançar as mãos bruscamente. Fale com suavidade. Ao bater palmas, seja delicado. Se o cão não reagir a você ou demonstrar extremo estresse, afastando a cara e ficando rígido, pode estar estranhando a sua presença. Nesse caso, tente se entrosar com o filhote e reiniciar o teste algum tempo depois.
Avaliação: vale a primeira reação do filhote.

O referido teste deverá seguir alguns critérios de avaliação, conforme segue:

1 - Chamar (Atração por pessoas)
2 - Acompanhar (Seguir a liderança humana)
3 - Restrição (Facilidade de controle sob domínio físico)
4 - Acariciar (Facilidade de controle pelo carinho)
5 - Elevação (Facilidade de controle em situação de risco)
6 - Buscar (Vontade de fazer algo pelo dono)
7 - Pressão na pata (Resistência à dor)
8 - Barulho forte (Reação a sons)
9 - Perseguir (Reação a algo que se move)
10 - Pegar de surpresa (Reação a situação inesperada)

A saúde do animal

Os cães que participam de terapias devem seguir algumas normas para serem habilitados neste tipo de trabalho.

Vacinação: é importante que todos os animais estejam vacinados contra a raiva e estejam imunizados contra a leptospirose. As vacinas polivalentes que existem hoje no mercado protegem contra os tipos mais comuns de leptospirose que afetam os cães. Ex. Vacina V-8

Exame de fezes: não só vermes, os cães podem contrair protozoários como Giardia e Ameba e podem transmitir às pessoas. Muitas vezes os protozoários não causam sintomas nos animais, mas nos homens podem causar dores abdominais e diarréia. Assim, devemos fazer exame de fezes regulares nos cães (pelo menos a cada 3 meses) para que eles não transmitam esses parasitas.

Tártaro: a placa bacteriana origina o tártaro. Além de o cão poder perder seus dentes precocemente, o tártaro torna a boca do cão um foco de bactérias. Assim, os animais não devem lamber as pessoas, principalmente no rosto, sob o perigo de haver inalação de bactérias e comprometimento de saúde (pneumonia, faringite ou laringite). Cães com tártaro em excesso devem ser levado ao Medico Veterinário ou centros odontológicos para a extração dessas placas.

Otites: a inflamação nos ouvidos é comum em cães e pode ter como causa a entrada de água durante os banhos ou parasitas. O cão com o ouvido inflamado pode reagir negativamente ao afago na região da cabeça e/ou orelhas, e morder por sentir dor. Mau cheiro, excesso de cera, vermelhidão, coçar ou chacoalhar a cabeça com freqüência, são sinais de problemas nos ouvidos.

Problemas de pele: alguns parasitas da pele podem infectar as pessoas. É o caso dos ácaros (sarna) e fungos (micose). Devemos estar atentos para falhas de pêlo, coceira e descamações. Nem todo o problema de pele é contagioso, mas na dúvida, procure o Medico Veterinário antes de seu cão ter contato com as pessoas.

Resfriados: o vírus da gripe humana não é transmitido aos animais e vice-versa, porém, um dos microorganismos que pode causar a "gripe canina" pode ser transmitido ao homem causando pneumonia. Assim, os cães devem ser vacinados contra a gripe canina e, os que não forem, não devem participar das seções de terapia se estiverem com espirros ou tosse (similar a um engasgo).

Temperamento: os cães que participam do projeto devem ser socializados, ou seja, ter contato com pessoas e animais estranhos ao seu convívio e ser receptivo a carinhos e afagos. Se o animal rosna em qualquer situação, detesta outros cães ou não aceita determinados tipos de carinho, NÃO DEVE participar da TAA.

Idade dos animais: entre 1 e 9 anos. Cães muito jovens são agitados e podem morder para brincar. Cães mais velhos podem se cansar ao término da visita.

Cães de médio e grande porte: por mais mansos e sociáveis que sejam, devem obedecer a ordens de comando básico com "junto", "senta", "deita" e "fica". Do contrário, poderão, num gesto de amizade, pular ou tentar subir no colo das pessoas, o que poderá ocasionar uma queda.

Para todos os cães: evitar que os animais transitem livremente, sem guia. Os pacientes poderão tropeçar nos cães ou serem derrubados pelo entusiasmo dos animais.

Banho: banhar o animal antes da visita, pelo menos dois dias antes, preferencialmente com produtos antipulgas.


© 2008. Direitos Autorais reservados à Animais Terapeutas. Design by Paçoca