A
saúde do animal
Os cães que participam de terapias
devem seguir algumas normas para serem habilitados neste tipo de
trabalho.
Vacinação:
é importante que todos os animais estejam vacinados contra
a raiva e estejam imunizados contra a leptospirose. As vacinas polivalentes
que existem hoje no mercado protegem contra os tipos mais comuns
de leptospirose que afetam os cães. Ex. Vacina V-8
Exame de fezes:
não só vermes, os cães podem contrair protozoários
como Giardia e Ameba e podem transmitir às pessoas. Muitas
vezes os protozoários não causam sintomas nos animais,
mas nos homens podem causar dores abdominais e diarréia.
Assim, devemos fazer exame de fezes regulares nos cães (pelo
menos a cada 3 meses) para que eles não transmitam esses
parasitas.
Tártaro:
a placa bacteriana origina o tártaro. Além de o cão
poder perder seus dentes precocemente, o tártaro torna a
boca do cão um foco de bactérias. Assim, os animais
não devem lamber as pessoas, principalmente no rosto, sob
o perigo de haver inalação de bactérias e comprometimento
de saúde (pneumonia, faringite ou laringite). Cães
com tártaro em excesso devem ser levado ao Medico Veterinário
ou centros odontológicos para a extração dessas
placas.
Otites:
a inflamação nos ouvidos é comum em cães
e pode ter como causa a entrada de água durante os banhos
ou parasitas. O cão com o ouvido inflamado pode reagir negativamente
ao afago na região da cabeça e/ou orelhas, e morder
por sentir dor. Mau cheiro, excesso de cera, vermelhidão,
coçar ou chacoalhar a cabeça com freqüência,
são sinais de problemas nos ouvidos.
Problemas de pele:
alguns parasitas da pele podem infectar as pessoas.
É o caso dos ácaros (sarna) e fungos (micose). Devemos
estar atentos para falhas de pêlo, coceira e descamações.
Nem todo o problema de pele é contagioso, mas na dúvida,
procure o Medico Veterinário antes de seu cão ter
contato com as pessoas.
Resfriados:
o vírus da gripe humana não é transmitido aos
animais e vice-versa, porém, um dos microorganismos que pode
causar a "gripe canina" pode ser transmitido ao homem
causando pneumonia. Assim, os cães devem ser vacinados contra
a gripe canina e, os que não forem, não devem participar
das seções de terapia se estiverem com espirros ou
tosse (similar a um engasgo).
Temperamento:
os cães que participam do projeto devem ser socializados,
ou seja, ter contato com pessoas e animais estranhos ao seu convívio
e ser receptivo a carinhos e afagos. Se o animal rosna em qualquer
situação, detesta outros cães ou não
aceita determinados tipos de carinho, NÃO DEVE participar
da TAA.
Idade dos animais:
entre 1 e 9 anos. Cães muito jovens são agitados e
podem morder para brincar. Cães mais velhos podem se cansar
ao término da visita.
Cães de médio
e grande porte: por mais mansos e sociáveis
que sejam, devem obedecer a ordens de comando básico com
"junto", "senta", "deita" e "fica".
Do contrário, poderão, num gesto de amizade, pular
ou tentar subir no colo das pessoas, o que poderá ocasionar
uma queda.
Para todos os cães:
evitar que os animais transitem livremente, sem
guia. Os pacientes poderão tropeçar nos cães
ou serem derrubados pelo entusiasmo dos animais.
Banho: banhar
o animal antes da visita, pelo menos dois dias antes, preferencialmente
com produtos antipulgas.
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